sábado, 2 de maio de 2009

Niccolò Paganini

Niccolò Paganini, nasceu na cidade de Gênova na Itália no dia 27 de Outubro de 1782 . Morreu no dia 27 de Maio de 1840 na cidade de Nice em França aos 58 anos de idade, vítima de câncer de garganta. Era o terceiro dos seis filhos de Antonio e Teresa (nee Bocciardo) Paganini. Foi um compositor e violinista italiano que revolucionou a arte de tocar violino, e deixou a sua marca como um dos pilares da moderna técnica de violino. O seu caprice em Lá menor, Op. 1 No. 24 está entre suas composições mais conhecidas, e serve de inspiração para outros proeminentes artistas como Johannes Brahms e Sergei Rachmaninoff.

Quando criança foi atacado severamente por sarampo que certo dia foi dado como morto, e seu corpo embrulhado em uma mortalha, e só por acaso é que não foi enterrado prematuramente. Esta doença deixou Paganini doentio para o resto da vida. Era constantemente obrigado pelo pai a estudar violino muitas horas por dia sob ameaça de castigos severos, e não permitindo para a criança qualquer relaxamento ou brincadeira. Quando tinha 9 anos de idade foi para Parma a fim de estudar com o famoso violinista Alessandro Rolla. Após ter executado o mais recente concerto de Rolla na primeira leitura, entretanto, o velho mestre aconselhou- o a continuar os seus estudos em composição:"Nada tenho a lhe ensinar, meu menino, vá e procure Ferdinando Paër". Em seus primeiros concertos públicos foi considerado uma criança prodígio. Após libertar-se da custodia do pai-déspota, começou carreira como virtuoso do violino, em toda a Itália.

Durante os anos 1800-1805 desapareceu completamente da vida pública. Acredita-se que ele viveu durante esses anos em retiro completo no castelo de uma senhora da Toscana, uma guitarrista e cantora lírica, dedicando seu tempo a dominar o violão e a compor músicas para aquele instrumento.

Em 1805 Paganini voltou para os concertos. Mais uma vez, ele soube triunfar. No fim desse ano, ele foi empregado pela Princesa de Lucca como violinista da corte. Aqui ele estudou infatigávelmente a técnica do violino e continuamente tentou executar músicas com menos de quatro cordas pelo uso de notas harmônicas. Ele na verdade compôs exatamente nessa época uma sonata para uma única corda G.

Em 1827, contraiu uma infecção na laringe. Desprezando a doença, continuou suas viagens. Mas não estava bem. Finalmente, em 1828 depois de um repouso bastante curativo na Sicília com a força renovada, Paganini foi para Viena onde se tornou uma sensação. Roupas, comidas, bijuterias receberam seu nome, sua figura foi caracterizada em bengalas e caixas de charutos etc.

Só em 1828 saiu da Itália para uma viagem de concertos no estrangeiro. Tocou na Áustria, Alemanha e França entre outros países, sempre com grande sucesso. É desnecessário dizer que a maioria das obras de Paganini foram escritas para violino. Conquanto diversas obras para violino e orquestra possam fazer parte das suas peças, o violinista somente compôs cinco verdadeiros concertos para violino. O primeiro Concerto pode provavelmente ser datado de 1817. Em todas as apreciações, cartas e outras fontes contemporâneas aparece o testemunho de como as platéias e os críticos reagiram à execução deste "violinista diabólico".

O estilo de vida de Niccolò Paganini, sua maneira de tocar e a sua aparência mefistofélica deram origem a histórias de que o seu virtuosismo era devido a um pacto com o demônio. Dizia-se que as cordas de seu violino eram feitas com os cabelos do diabo. Outra história dizia que sua habilidade vinte anos de prisão, condenado pelo assassinato de sua amante. Nessa versão, as cordas de seu instrumento seriam feitas dos intestinos da infeliz vítima. É mais provável que ele fosse portador de uma doença, a Síndrome de Marfan, cujos sintomas típicos são os dedos particularmente compridos e magros.

Apesar de sua saúde delicada, Paganini continuou fazer concertos extensivamente, e teve sucesso acumulando uma fortuna considerável. Em 1836, porém, ele entrou numa aventura especulativa, o estabelecimento de um " Cassino Paganini " em Paris, uma moda da época onde concertos eram apresentados, que foi um fracasso e no qual ele perdeu uma boa parte de sua fortuna. A sua infelicidade com a perda da riqueza agravou a sua doença. Ele se foi para Marsella e Nice para descanso e recuperação. Mas Paganini estava condenado. Sua doença ficou pior, ele tossia incessantemente, e finalmente ele perdeu a voz completamente. Morrendo então em Nice.

Alguns dias antes de sua morte, o Bispo de Nice foi chamado ao lado de sua cama, mas Paganini recusou a vê-lo, insistindo que ele não estava agonizante. Então, ele morreu sem os sacramentos finais, e a igreja recusou lhe conceder um enterro em campo santo. Por um longo período, o caixão dele permaneceu no hospital em Nice, depois foi removido a Vila-Franca. Só depois de cinco anos da morte de Paganini, foi que seu filho apelando diretamente ao Papa, é que teve por fim a permissão de enterrar o corpo do grande violinista na igreja da aldeia perto de Vila Gaiona.

Um pequeno planeta 2859 Paganini descoberto em 1978 pelo astrônomo Soviético Nikolai Stepanovich Chernykh tem o seu nome.

Suas composições:

24 Capriccio, para violino solo, Op.1
  • No. 1 in E major (The Arpeggio)
  • No. 2 in B minor
  • No. 3 in E minor (La Campanella)
  • No. 4 in C minor
  • No. 5 in A minor
  • No. 6 in G minor (The Trill)
  • No. 7 in A minor
  • No. 8 in E-flat major
  • No. 9 in E major (The Hunt)
  • No. 10 in G minor
  • No. 11 in C major
  • No. 12 in A-flat major
  • No. 13 in B-flat major (Devil's Laughter)
  • No. 14 in E-flat major
  • No. 15 in E minor
  • No. 16 in G minor
  • No. 17 in E-flat major
  • No. 18 in C major
  • No. 19 in E-flat major
  • No. 20 in D major
  • No. 21 in A major
  • No. 22 in F major
  • No. 23 in E-flat major
  • No. 24 in A minor (Tema con variazioni)
6 sonatas, para violino e guitarra, Ops. 2 e 3
  • Op. 2, No. 1 in A major
  • Op. 2, No. 2 in C major
  • Op. 2, No. 3 in D minor
  • Op. 2, No. 4 in A major
  • Op. 2, No. 5 in D major
  • Op. 2, No. 6 in A minor
  • Op. 3, No. 1 in A major
  • Op. 3, No. 2 in G major
  • Op. 3, No. 3 in D major
  • Op. 3, No. 4 in A minor
  • Op. 3, No. 5 in A major
  • Op. 3, No. 6 in E minor
12 Quartetos para Violino, Guitarra, Viola e Violoncelo, Op. 4
  • No. 1 in A minor
  • No. 2 in C major
  • No. 3 in A major
  • No. 4 in D major
  • No. 5 in C major
  • No. 6 in D major
  • No. 7 in E major
  • No. 8 in A major
  • No. 9 in D major
  • No. 10 in A major
  • No. 11 in B major
  • No. 12 in A minor
  • No. 13 in F minor
  • No. 14 in A major
  • No. 15 in A minor
  • Concerto for violin No. 1, in D major, Op. 6 (1817)
  • Concerto for violin No. 2, in B minor, Op. 7 (1826) (La Campanella, 'The little bell')
  • Concerto for violin No. 3, in E major (1830)
  • Concerto for violin No. 4, in D minor (1830)
  • Concerto for violin No. 5, in A minor (1830)
  • Concerto for violin No. 6, in E minor (1815?)
  • Le Streghe, Op. 8
  • Carnevale di Venezia, Op. 10
  • Moto Perpetuo in C major, Op. 11
  • Non più Mesta, Op.12
  • I Palpiti, Op.13
  • 60 Variations on Barucaba for violin and guitar, Op. 14
  • Cantabile in D major, Op. 17
  • 18 Centone di Sonate, for violin and guitar
  • Arranged works
  • Introduction, theme and variations from Paisiello's 'La bella molinara' (Nel cor più non mi sento) in G major
  • Introduction and variations on a theme from Rossini's 'Cenerentola' (Non più mesta)
  • Introduction and variations on a theme from Rossini's 'Moses' (Dal tuo stellato soglio)
  • Introduction and variations on a theme from Rossini's 'Tancredi' (Di tanti palpiti)
  • Maestoso sonata sentimentale (Variations on the Austrian National Anthem)
  • Variations on God Save The King, Op. 9
  • Miscellaneous works
  • Perpetuela (Sonata Movimento Perpetuo)
  • La Primavera
  • Sonata con variazioni (Sonata Militaire)
  • Napoleon Sonata
  • Romanze in A minor
  • Tarantella in A minor
  • Grand sonata for violin and guitar, in A major
  • Sonata for Viola in C minor
  • Sonata in C for solo violin
Outras Obras inspiradas por Paganini:
  • James BarnesFantasy Variations on a Theme by Nicolo Paganini
  • Michael Angelo BatioNo Boundaries
  • Jason Becker - Perpetual Burn
  • Hector Berlioz - Harold In Italy was originally commissioned by Paganini as a virtuosic piece for himself, however it did not meet with his approval.
  • Mario Castelnuovo-TedescoCapriccio Diabolico for classical guitar is a homage to Paganini, and quotes "La campanella"
  • Frédéric ChopinSouvenir de Paganini for solo piano (1829; published posthumously)
  • Luigi Dallapiccola – Sonatina canonica in mi bemolle maggiore su "Capricci" di Niccolo Paganini, for piano (1946)
  • Bela Fleck − "Moto Perpetuo (Bluegrass version)", from Fleck's 2001 album Perpetual Motion, which also contains a more standard rendition of the piece
  • Fritz KreislerPaganini Concerto in D Major (recomposed paraphrase of the first movement of the Op. 6 Concerto) for violin and orchestra
  • Johann Nepomuk Hummel - Fantasia for piano in C major "Souvenir de Paganini", WoO 8, S. 190.
  • Franz LehárPaganini, a fictionalized operetta about Paganini (1925)
  • Franz Liszt − Six Grandes Études de Paganini, S.141 for solo piano (1851) (virtuoso arrangements of 5 caprices, including the 24th, and La Campanella from Violin Concerto No. 2)
  • Cesare Pugni - The Pas de deux from his ballet Satanella borrows themes from Paganini's Carnevale di Venezia, Op.10
  • Nathan MilsteinPaganiniana, an arrangement of Caprice Nr. 24, with variations based on the other caprices
  • George RochbergCaprice Variations (1970), 50 variations for solo violin
  • Uli Jon Roth − "Scherzo Alla Paganini" and "Paganini Paraphrase"
  • Robert Schumann − Studies after Caprices by Paganini, Op.3 (1832; piano); 6 Concert Studies on Caprices by Paganini, Op.10 (1833, piano). A movement from his piano work "Carnaval" (Op. 9) is named for Paganini.
  • Marilyn ShrudeRenewing the Myth for alto saxophone and piano
  • Philip Wilby - Paganini Variations, for both wind band and brass band
  • Steve Vai − "Eugene's Trick Bag" from the movie Crossroads. Based on Caprice Nr. 5
  • Eugène YsaÿePaganini variations for violin and piano
(Fontes tiradas através de pesquisas)

(Curiosidades)
  • Paganini- emocionou as multidões com seus feitos aparentemente impossíveis na Corda "G".
  • Paganini- montou frequentemente a sua Corda "G "aonde a corda 1 normalmente vai, para maior facilidade.
  • Paganini- afinou frequentemente a Corda "G" para cima um terço secundário (B-baixo), e fez outros arranjos.
  • Paganini- com sua arte de tocar com menos cordas dessa vez só com duas, ele representou a 4ª corda homem (Adonis) e a 3ª corda mulher (Vênus) e assim improvisou uma sonata intitulada " amorosa de Scena".
  • Paganini- possuía tremenda flexibilidade física.
  • Paganini- uma lenda conta que, um cavalheiro rico que havia implorado a Paganini, junto com um violoncelista Zeffrini, para fazer uma serenata para a sua amada. Que antes de tocar Paganini furtivamente amarrou um canivete aberto ao seu braço direito. Então eles começaram. Logo a corda "E" estalou. "Isto é devido ao ar úmido", disse o violinista, e continuou tocando com as outras três cordas. Alguns momentos depois a corda "A" quebrou... mas ele continuou a tocar. Finalmente a corda "D" estalou, e o mancebo enamorado começou a ficar temeroso pelo sucesso de sua serenata. Pois o que poderia fazer Paganini com uma só corda em seu violino? Mas Paganini simplismente sorriu e continuou com a música com a mesma facilidade e força de tom que ele tinha usado previamente em todas as quatro cordas.
  • Paganini- muitos ouvintes acreditam que Paganini tinha vendido sua alma ao diabo em troca de sua perfeição musical.
  • Paganini- foi recusado um enterro cristão pelo Arcebispo de Nice, porque ele tinha recusado a Extrema-Unção.
  • Paganini- um empresário ofereceu 30.000 francos pelos direitos de exibir o corpo embalsamado de Paganini.
  • Paganini- foi enterrado e desenterrado várias vezes durante o século XIX.



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