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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Jascha Heifetz (Tchaikovsky Violin Concert)

Jascha Heifetz foi um dos maiores virtuosos da história do violino, famoso por suas interpretações de melodias famosas de Tchaikovsky, Paganini, Bach e Saint Saens. Considerado por muitos o melhor violinista do século 20. Já tenho postado outro vídeo do Jasha Heifetz em que ele tocou o Caprice nº 24 do Paganini e aqui abaixo vai mais um desse virtuoso, se ele é um dos melhores violinista por que não repetir a dose? Espero que gostem, pois eu adoro vê-lo em sua inspiração.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Jascha Heifetz (Paganini, Caprice nº 24)

Para quem gosta de música clássica esse video é perfeito. É um video a preto e branco, porém com uma qualidade musical inexplicável. O violinista Jascha Heifetz está a tocar o Caprice nº 24 de Paganini. Para mim está perfeito, ele usa muitas técnicas no instrumento, parece ter um brinquedo em suas mãos. Vale a pena ver.

sábado, 2 de maio de 2009

Niccolò Paganini

Niccolò Paganini, nasceu na cidade de Gênova na Itália no dia 27 de Outubro de 1782 . Morreu no dia 27 de Maio de 1840 na cidade de Nice em França aos 58 anos de idade, vítima de câncer de garganta. Era o terceiro dos seis filhos de Antonio e Teresa (nee Bocciardo) Paganini. Foi um compositor e violinista italiano que revolucionou a arte de tocar violino, e deixou a sua marca como um dos pilares da moderna técnica de violino. O seu caprice em Lá menor, Op. 1 No. 24 está entre suas composições mais conhecidas, e serve de inspiração para outros proeminentes artistas como Johannes Brahms e Sergei Rachmaninoff.

Quando criança foi atacado severamente por sarampo que certo dia foi dado como morto, e seu corpo embrulhado em uma mortalha, e só por acaso é que não foi enterrado prematuramente. Esta doença deixou Paganini doentio para o resto da vida. Era constantemente obrigado pelo pai a estudar violino muitas horas por dia sob ameaça de castigos severos, e não permitindo para a criança qualquer relaxamento ou brincadeira. Quando tinha 9 anos de idade foi para Parma a fim de estudar com o famoso violinista Alessandro Rolla. Após ter executado o mais recente concerto de Rolla na primeira leitura, entretanto, o velho mestre aconselhou- o a continuar os seus estudos em composição:"Nada tenho a lhe ensinar, meu menino, vá e procure Ferdinando Paër". Em seus primeiros concertos públicos foi considerado uma criança prodígio. Após libertar-se da custodia do pai-déspota, começou carreira como virtuoso do violino, em toda a Itália.

Durante os anos 1800-1805 desapareceu completamente da vida pública. Acredita-se que ele viveu durante esses anos em retiro completo no castelo de uma senhora da Toscana, uma guitarrista e cantora lírica, dedicando seu tempo a dominar o violão e a compor músicas para aquele instrumento.

Em 1805 Paganini voltou para os concertos. Mais uma vez, ele soube triunfar. No fim desse ano, ele foi empregado pela Princesa de Lucca como violinista da corte. Aqui ele estudou infatigávelmente a técnica do violino e continuamente tentou executar músicas com menos de quatro cordas pelo uso de notas harmônicas. Ele na verdade compôs exatamente nessa época uma sonata para uma única corda G.

Em 1827, contraiu uma infecção na laringe. Desprezando a doença, continuou suas viagens. Mas não estava bem. Finalmente, em 1828 depois de um repouso bastante curativo na Sicília com a força renovada, Paganini foi para Viena onde se tornou uma sensação. Roupas, comidas, bijuterias receberam seu nome, sua figura foi caracterizada em bengalas e caixas de charutos etc.

Só em 1828 saiu da Itália para uma viagem de concertos no estrangeiro. Tocou na Áustria, Alemanha e França entre outros países, sempre com grande sucesso. É desnecessário dizer que a maioria das obras de Paganini foram escritas para violino. Conquanto diversas obras para violino e orquestra possam fazer parte das suas peças, o violinista somente compôs cinco verdadeiros concertos para violino. O primeiro Concerto pode provavelmente ser datado de 1817. Em todas as apreciações, cartas e outras fontes contemporâneas aparece o testemunho de como as platéias e os críticos reagiram à execução deste "violinista diabólico".

O estilo de vida de Niccolò Paganini, sua maneira de tocar e a sua aparência mefistofélica deram origem a histórias de que o seu virtuosismo era devido a um pacto com o demônio. Dizia-se que as cordas de seu violino eram feitas com os cabelos do diabo. Outra história dizia que sua habilidade vinte anos de prisão, condenado pelo assassinato de sua amante. Nessa versão, as cordas de seu instrumento seriam feitas dos intestinos da infeliz vítima. É mais provável que ele fosse portador de uma doença, a Síndrome de Marfan, cujos sintomas típicos são os dedos particularmente compridos e magros.

Apesar de sua saúde delicada, Paganini continuou fazer concertos extensivamente, e teve sucesso acumulando uma fortuna considerável. Em 1836, porém, ele entrou numa aventura especulativa, o estabelecimento de um " Cassino Paganini " em Paris, uma moda da época onde concertos eram apresentados, que foi um fracasso e no qual ele perdeu uma boa parte de sua fortuna. A sua infelicidade com a perda da riqueza agravou a sua doença. Ele se foi para Marsella e Nice para descanso e recuperação. Mas Paganini estava condenado. Sua doença ficou pior, ele tossia incessantemente, e finalmente ele perdeu a voz completamente. Morrendo então em Nice.

Alguns dias antes de sua morte, o Bispo de Nice foi chamado ao lado de sua cama, mas Paganini recusou a vê-lo, insistindo que ele não estava agonizante. Então, ele morreu sem os sacramentos finais, e a igreja recusou lhe conceder um enterro em campo santo. Por um longo período, o caixão dele permaneceu no hospital em Nice, depois foi removido a Vila-Franca. Só depois de cinco anos da morte de Paganini, foi que seu filho apelando diretamente ao Papa, é que teve por fim a permissão de enterrar o corpo do grande violinista na igreja da aldeia perto de Vila Gaiona.

Um pequeno planeta 2859 Paganini descoberto em 1978 pelo astrônomo Soviético Nikolai Stepanovich Chernykh tem o seu nome.

Suas composições:

24 Capriccio, para violino solo, Op.1
  • No. 1 in E major (The Arpeggio)
  • No. 2 in B minor
  • No. 3 in E minor (La Campanella)
  • No. 4 in C minor
  • No. 5 in A minor
  • No. 6 in G minor (The Trill)
  • No. 7 in A minor
  • No. 8 in E-flat major
  • No. 9 in E major (The Hunt)
  • No. 10 in G minor
  • No. 11 in C major
  • No. 12 in A-flat major
  • No. 13 in B-flat major (Devil's Laughter)
  • No. 14 in E-flat major
  • No. 15 in E minor
  • No. 16 in G minor
  • No. 17 in E-flat major
  • No. 18 in C major
  • No. 19 in E-flat major
  • No. 20 in D major
  • No. 21 in A major
  • No. 22 in F major
  • No. 23 in E-flat major
  • No. 24 in A minor (Tema con variazioni)
6 sonatas, para violino e guitarra, Ops. 2 e 3
  • Op. 2, No. 1 in A major
  • Op. 2, No. 2 in C major
  • Op. 2, No. 3 in D minor
  • Op. 2, No. 4 in A major
  • Op. 2, No. 5 in D major
  • Op. 2, No. 6 in A minor
  • Op. 3, No. 1 in A major
  • Op. 3, No. 2 in G major
  • Op. 3, No. 3 in D major
  • Op. 3, No. 4 in A minor
  • Op. 3, No. 5 in A major
  • Op. 3, No. 6 in E minor
12 Quartetos para Violino, Guitarra, Viola e Violoncelo, Op. 4
  • No. 1 in A minor
  • No. 2 in C major
  • No. 3 in A major
  • No. 4 in D major
  • No. 5 in C major
  • No. 6 in D major
  • No. 7 in E major
  • No. 8 in A major
  • No. 9 in D major
  • No. 10 in A major
  • No. 11 in B major
  • No. 12 in A minor
  • No. 13 in F minor
  • No. 14 in A major
  • No. 15 in A minor
  • Concerto for violin No. 1, in D major, Op. 6 (1817)
  • Concerto for violin No. 2, in B minor, Op. 7 (1826) (La Campanella, 'The little bell')
  • Concerto for violin No. 3, in E major (1830)
  • Concerto for violin No. 4, in D minor (1830)
  • Concerto for violin No. 5, in A minor (1830)
  • Concerto for violin No. 6, in E minor (1815?)
  • Le Streghe, Op. 8
  • Carnevale di Venezia, Op. 10
  • Moto Perpetuo in C major, Op. 11
  • Non più Mesta, Op.12
  • I Palpiti, Op.13
  • 60 Variations on Barucaba for violin and guitar, Op. 14
  • Cantabile in D major, Op. 17
  • 18 Centone di Sonate, for violin and guitar
  • Arranged works
  • Introduction, theme and variations from Paisiello's 'La bella molinara' (Nel cor più non mi sento) in G major
  • Introduction and variations on a theme from Rossini's 'Cenerentola' (Non più mesta)
  • Introduction and variations on a theme from Rossini's 'Moses' (Dal tuo stellato soglio)
  • Introduction and variations on a theme from Rossini's 'Tancredi' (Di tanti palpiti)
  • Maestoso sonata sentimentale (Variations on the Austrian National Anthem)
  • Variations on God Save The King, Op. 9
  • Miscellaneous works
  • Perpetuela (Sonata Movimento Perpetuo)
  • La Primavera
  • Sonata con variazioni (Sonata Militaire)
  • Napoleon Sonata
  • Romanze in A minor
  • Tarantella in A minor
  • Grand sonata for violin and guitar, in A major
  • Sonata for Viola in C minor
  • Sonata in C for solo violin
Outras Obras inspiradas por Paganini:
  • James BarnesFantasy Variations on a Theme by Nicolo Paganini
  • Michael Angelo BatioNo Boundaries
  • Jason Becker - Perpetual Burn
  • Hector Berlioz - Harold In Italy was originally commissioned by Paganini as a virtuosic piece for himself, however it did not meet with his approval.
  • Mario Castelnuovo-TedescoCapriccio Diabolico for classical guitar is a homage to Paganini, and quotes "La campanella"
  • Frédéric ChopinSouvenir de Paganini for solo piano (1829; published posthumously)
  • Luigi Dallapiccola – Sonatina canonica in mi bemolle maggiore su "Capricci" di Niccolo Paganini, for piano (1946)
  • Bela Fleck − "Moto Perpetuo (Bluegrass version)", from Fleck's 2001 album Perpetual Motion, which also contains a more standard rendition of the piece
  • Fritz KreislerPaganini Concerto in D Major (recomposed paraphrase of the first movement of the Op. 6 Concerto) for violin and orchestra
  • Johann Nepomuk Hummel - Fantasia for piano in C major "Souvenir de Paganini", WoO 8, S. 190.
  • Franz LehárPaganini, a fictionalized operetta about Paganini (1925)
  • Franz Liszt − Six Grandes Études de Paganini, S.141 for solo piano (1851) (virtuoso arrangements of 5 caprices, including the 24th, and La Campanella from Violin Concerto No. 2)
  • Cesare Pugni - The Pas de deux from his ballet Satanella borrows themes from Paganini's Carnevale di Venezia, Op.10
  • Nathan MilsteinPaganiniana, an arrangement of Caprice Nr. 24, with variations based on the other caprices
  • George RochbergCaprice Variations (1970), 50 variations for solo violin
  • Uli Jon Roth − "Scherzo Alla Paganini" and "Paganini Paraphrase"
  • Robert Schumann − Studies after Caprices by Paganini, Op.3 (1832; piano); 6 Concert Studies on Caprices by Paganini, Op.10 (1833, piano). A movement from his piano work "Carnaval" (Op. 9) is named for Paganini.
  • Marilyn ShrudeRenewing the Myth for alto saxophone and piano
  • Philip Wilby - Paganini Variations, for both wind band and brass band
  • Steve Vai − "Eugene's Trick Bag" from the movie Crossroads. Based on Caprice Nr. 5
  • Eugène YsaÿePaganini variations for violin and piano
(Fontes tiradas através de pesquisas)

(Curiosidades)
  • Paganini- emocionou as multidões com seus feitos aparentemente impossíveis na Corda "G".
  • Paganini- montou frequentemente a sua Corda "G "aonde a corda 1 normalmente vai, para maior facilidade.
  • Paganini- afinou frequentemente a Corda "G" para cima um terço secundário (B-baixo), e fez outros arranjos.
  • Paganini- com sua arte de tocar com menos cordas dessa vez só com duas, ele representou a 4ª corda homem (Adonis) e a 3ª corda mulher (Vênus) e assim improvisou uma sonata intitulada " amorosa de Scena".
  • Paganini- possuía tremenda flexibilidade física.
  • Paganini- uma lenda conta que, um cavalheiro rico que havia implorado a Paganini, junto com um violoncelista Zeffrini, para fazer uma serenata para a sua amada. Que antes de tocar Paganini furtivamente amarrou um canivete aberto ao seu braço direito. Então eles começaram. Logo a corda "E" estalou. "Isto é devido ao ar úmido", disse o violinista, e continuou tocando com as outras três cordas. Alguns momentos depois a corda "A" quebrou... mas ele continuou a tocar. Finalmente a corda "D" estalou, e o mancebo enamorado começou a ficar temeroso pelo sucesso de sua serenata. Pois o que poderia fazer Paganini com uma só corda em seu violino? Mas Paganini simplismente sorriu e continuou com a música com a mesma facilidade e força de tom que ele tinha usado previamente em todas as quatro cordas.
  • Paganini- muitos ouvintes acreditam que Paganini tinha vendido sua alma ao diabo em troca de sua perfeição musical.
  • Paganini- foi recusado um enterro cristão pelo Arcebispo de Nice, porque ele tinha recusado a Extrema-Unção.
  • Paganini- um empresário ofereceu 30.000 francos pelos direitos de exibir o corpo embalsamado de Paganini.
  • Paganini- foi enterrado e desenterrado várias vezes durante o século XIX.



segunda-feira, 16 de março de 2009

Antonio Vivaldi

Gênios da música. Seu nome completo: Antonio Lucio Vivaldi, nasceu na cidade de Veneza no dia 4 de Março de 1678. Morreu no dia 28 de Julho de 1741 na cidade de Viena aos 63 anos de idade. Ele foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre vermelho") por ser um sacerdote de cabelos ruivos. Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido popularmente como autor da série de concertos para violino e orquestra Le quattro stagioni ("As Quatro Estações").
O seu pai, um barbeiro mas também um talentoso violinista (alguns chegam a considerá-lo como um virtuoso), ajudou-o a iniciar uma carreira no mundo da música e foi responsável pela sua admissão na orquestra da Basílica de São Marcos, onde se tornou o maior violinista do seu tempo. Em 1703, Vivaldi tornou-se padre. Em 1704, foi-lhe dada dispensa da celebração da Santa Eucaristia devido à sua saúde fragilizada (aparentemente sofreria de asma), tendo-se voltado para o ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietà em Veneza. Pouco tempo após a sua iniciação nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima; Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas. Em 1705, a primeira coleção (raccolta) dos seus trabalhos foi publicada. Muitos outros se lhe seguiram. No orfanato, desempenhou diversos cargos interrompidos apenas pelas suas muitas viagens, e, em 1713, tornou-se responsável pelas atividades musicais da instituição. Vivaldi foi realmente um compositor prolífico e a sua fama deve-se sobretudo à composição das seguintes obras:
  • mais de 500 concertos (210 dos quais para violino ou violoncelo solo), dos quais se destaca o seu mais conhecido e divulgado trabalho, Le quattro stagioni (As quatro estações),
  • 46 óperas,
  • sinfonias,
  • 73 sonatas,
  • música de câmara (mesmo se algumas sonatas para flauta como Il Pastor Fido, lhe tenham sido erradamente atribuídas, apesar de compostas por Cedeville),
  • música sacra (oratorio Juditha Triumphans, composta para a Pietá; dois Gloria; Stabat Mater; Nisi Dominus; Beatus Vir; Magnificat; Dixit Dominus e outros).
Menos conhecido é o fato de a maior parte do seu repertório ter sido descoberto apenas na primeira metade do Século XX em Turim e Génova, mas publicado na segunda metade. A música de Vivaldi é particularmente inovadora, quebrando com a tradição consolidade em esquemas; deu brilho à estrutura formal e rítmica do concerto, repetidamente procurando contrastes harmônicos, e inventou melodias e trechos originais.

Ademais, Vivaldi era francamente capaz de compor música não acadêmica, apreciada supostamente pelo público geral, e não só por uma minoria intelectual. A alegre aparência dos seus trabalhos revela uma alegria de compor. Estas estão entre as razões da vasta popularidade da sua música. Esta popularidade rapidamente o tornou famoso em países como a França, na altura muito fechada nos seu valores nacionais.

John Sebastian Bach foi deveras influenciado pelo concerto e Aria de Vivaldi (revivido nas sua Paixões e cantate). Bach transcreveu alguns dos concertos de Vivaldi para teclas solo, bem como alguns para orquestra, incluindo o famoso Concerto para Quatro Violinos e Violoncelo, Cordas e Continuo (RV580). Contudo, nem todos os músicos demonstraram o mesmo entusiasmo: Igor Stravinsky afirmou em tom provocativo que Vivaldi não teria escrito centenas de concertos mas um único, repetido centenas de vezes.

Apesar do seu estatuto de sacerdote, é suposto ter tido vários casos amorosos, um dos quais com a cantor Anna Giraud, com quem Vivaldi era suspeito de manter uma menos clara atividade comercial nas velhas óperas venezianas, adaptando-as apenas ligeiramente às capacidades vocais da sua amante. Este negócio causou-lhe alguns dissabores com outros músicos, como Benedetto Marcello que terá escrito um panfleto contra ele.

Vivaldi, tal como muitos outros compositores da época, terminou sua vida em pobreza. As suas composições já não suscitavam a alta estima que uma vez fizeram em Veneza; gostos musicais em mudança rapidamente o colocaram fora de moda, e Vivaldi terá decidido vender um avultado número dos seus manuscritos a preços irrisórios, por forma a financiar uma migração para Viena. As razões da partida de Vivaldi para essa cidade não são claras, mas parece provável que terá querido conhecer Carlos VI, que adorava as suas composições (Vivaldi dedicou La Cetra a Carlos em 1727), e assumiu a posição de compositor real na Corte Imperial.

Contudo, pouco depois da sua chegada a Viena, Carlos VI viria a morrer. Este trágico golpe de azar deixou o compositor desprovido da proteção real e de fonte de rendimentos. Vivaldi teve que vender mais manuscritos para sobreviver, e terá eventualmente falecido não muito tempo depois, em 1741. Foi-lhe dada sepultura anônima de pobre (a missa de Requiem na qual o jovem Joseph Haydn terá cantado, no coro). Igualmente desafortunada, sua música viria a cair na obscuridade até aos anos de 1900.

Apesar de todos os detratores e das críticas negativas que Vivaldi recebeu, seu talento é inegável. Foi o compositor que inventou ou, pelo menos, estabeleceu a estrutura definitiva do concerto e da sinfonia. Sua facilidade na escrita era impressionante, escrevia tão rápido quanto a pena o permitia. Consta que demorava a escrever um novo concerto em menos tempo que um copista a copiá-lo.

A ressurreição do trabalho de Vivaldi no século 20 deve-se sobretudo aos esforços de Alfredo Casella que em 1939 organizou a agora histórica Semana Vivaldi. Desde então, as composições de Vivaldi obtiveram sucesso universal, e o advento da "atuação historicamente informada" conseguiu catapultá-lo para o estrelato novamente. Em 1947 o empresário veneziano Antonio Fanna fundou o Istituto Italiano Antonio Vivaldi, cujo primeiro diretor artístico foi o compositor Gian Francesco Malipiero, com o propósito de promover a música de Vivaldi e publicar novas edições de seus trabalhos.

A música de Vivaldi, juntamente com a de Mozart, Tchaikovsky, Corelli e Bach foi incluída nas teorias de Alfred Tomatis sobre os efeitos da música no comportamento humano, e usada em terapia musical.

(fontes tiradas do wikipédia)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Johann Sebastian Bach

Gênios da música. Seu nome completo: Johann Sebatian Bach, nasceu na cidade de Eisenach no dia 21 de Março de 1685. Era filho de Johann Ambrosius Bach. Morreu no dia 28 de Julho de 1750 na cidade de Leipzig aos 65 anos de idade, depois de uma intervenção cirúrgica fracassada nos olhos. Bach foi ficando cego até perder totalmente a visão. Atualmente crê-se que a sua cegueira foi originada por diabetes não tratado. Foi um organista e compositor alemão luterano do período barroco. Mestre na arte da fuga, do contraponto e da coral, ele é um dos mais prolíficos compositores da história da música ocidental. Devoto admirador de Dietrich Buxtehude. Bach é tido como o maior compositor do Barroco e, por muitos, o maior compositor da história da música, ainda que pouco reconhecido na altura em que viveu. Muitas de suas obras refletem uma grande profundidade intelectual, uma expressão emocional profunda e, sobretudo, um grande domínio técnico em grande parte responsável pelo fascínio que diversas gerações de músicos demonstraram pelo Pai Bach, especialmente depois de Felix Mendelssohn que foi um dos responsáveis pela divulgação da sua obra, até então bastante esquecida. Hans von Bullow referência de Bach como um dos "três bês da música", considerando o seu Cravo Bem Temperado como o Antigo Testamento da Música. Sua mãe faleceu quando ele tinha apenas 9 anos de idade. Um ano depois morreu o pai, que era músico da cidade e havia lhe ensinado os rudimentos da música. Foi viver e estudar com o irmão Johann Christoph Bach, que era 16 anos mais velho que ele, então organista Ohrdruff. Ao lado de seu irmão, Bach aprendeu a tocar piano e a compor. Christoph, no entanto, não era um grande entusiasta do talento do jovem Sebastian. O irmão mais novo certa vez pediu a Christoph que lhe deixasse estudar algumas partituras de Pachelbel que fora padrinho e professor de Christoph, mas este recusou. Sebastian então passou a copiar, todas as noites, as partituras do irmão, enquanto este dormia, para que pudesse estudá-las mais tarde. De nada valeu esse esforço, já que Christoph, ao descobrir as cópias, acabou destruindo-as. Especula-se também que o esforço realizado por Sebastian para copiar as partituras na escuridão tenha sido responsável pela cegueira que o atormentou no final da vida. Em 1703 aos 18 anos, Bach ascendeu ao posto de organista em Arnstadt, graças ao precoce domínio do instrumento. Em 1705, Bach percorreu a pé o caminho de Arnstadt até Lübeck, somente para ouvir Buxtehude, famoso organista a quem o jovem Bach muito admirava, apresentar-se. Essa viagem custou-lhe o emprego, motivando-o a procurar outro emprego, que veio a ser em Muhlhausen onde ele conheceu Maria Barbara, sua prima, com quem se casaria e teria 7 filhos. Bach introduziu a jovem no coral da igreja luterana local, o que causou transtornos burocráticos, e o fizeram abandonar o cargo. Maria Barbara adoeceu, vindo a falecer subitamente durante uma viagem do marido. Ali escreveu também as primeiras cantatas. Só um ano depois, em 1708, foi nomeado organista da Corte, e em 1714, diretor de orquestra na corte do duque Wilhelm Ernst, em Weimar De 1717 a 1723. Bach foi mestre-capela (Kapellmeister) na corte de príncipe Leopold de Anhalt-Köthen. Em 1720 morreu a primeira esposa, e um ano mais tarde voltou a casar-se, desta vez com a cantora Anna Magdalena Wulcken. A partir de 1723 e até à sua morte, foi Diretor de Música (Cantor) na igreja luterana de São Tomás em Leipzig. Chegou a ser convidado para a corte de Frederico II o Grande em Sans Souci. Bach teve uma família numerosa. Teve 7 filhos no seu primeiro casamento e 13 no segundo. Quatro dos seus filhos do segundo casamento transformaram-se em compositores respeitados. Entre eles se destacaram Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784), que segundo o patriarca era o mais talentoso de seus filhos, Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788), de quem Mozart tinha uma opinião excelente, e que viria ser o Bach mais famoso de sua época, e Johann Christian Bach (1735-1782) que ficou famoso na Inglaterra. Entretanto, a confiança que Bach pôs em Wilhelm Friedemann teve tristes consequências depois do seu falecimento. Friedemann possuía uma personalidade evasiva, nunca se fixando nos empregos, e muitas vezes em dificuldades financeiras. Essas dificuldades levaram-no, muitas vezes, a vender várias partituras que pertenciam ao pai. Nesse processo perderam-se para sempre várias paixões compostas por Johann Sebastian (quem sabe agora fossem elas tão apreciadas como a Paixão segundo São Mateus e a Paixão segundo São João). Se não fosse sido o cuidado que teve Carl Philipp Emanuel Bach em conservar os manuscritos do pai, o mundo poderia ter sido privado de uma boa parte das obras primas de Bach. Um aspecto impressionante da vida de Bach é que o compositor teve pouco reconhecimento em vida. Era tido por todos como um virtuoso do órgão, talvez o melhor de que se tinha notícia. Como compositor, porém, era considerado antiquado e sem criatividade. Outros compositores, como o Handel e Telemann tiveram as obras muito mais apreciadas no período. Na época que se seguiu à morte, Bach caiu no esquecimento. O filho Carl Phillip Emanuel teve então grande destaque como um dos fundadores do classicismo. Alguns compositores e músicos conheciam e apreciavam a obra de Johann Sebastian Bach. Haydn, Mozart e Beethoven encantaram-se com as obras a que tiveram acesso.
Vou citar algumas de sua obras:
Entre as características sobressalentes de J. S. Bach encontra-se o domínio de complexos e engenhosos contrapontos. Teve seu ápice no gênero da fuga com a obra O Cravo Bem Temperado, que consiste em 48 prelúdios e fugas, sendo um prelúdio e uma fuga para cada tonalidade maior e menor. Outro trabalho importante é A Arte da Fuga, que ficou incompleto com a sua morte. Composto com a intenção de que fosse um conjunto de exemplos das técnicas de contraponto, A Arte da Fuga consta de 14 fugas com diferentes formas, pois todas com o mesmo tema básico.
Também despertam bastante interesse os concertos que Bach compôs baseando-se na forma dos concertos de Antonio Vivaldi, compositor e violinista italiano contemporâneo de Bach (7 anos mais velho que ele). Assim por exemplo os concertos de Brandenburgo caracterizam-se por estarem dedicados cada um a um grupo diferente de instrumentos solistas. Bach escreveu muitas das suas músicas para a igreja luterana: em particular as suaa cantatas foram compostas para as missas dominicais, e as suas Paixão segundo São Mateus para as cerimônias de Sexta-feira Santa.
Além das citadas, outras obras célebres de Bach são as Variações Goldberg, as suites para orquestra, as suites para violoncelo, os concertos para violino e a Missa em Si menor.
A re-estréia da Paixão segundo São Mateus, por iniciativa de Mendelssohn em 11 de Março de 1829, deu um grande impulso na divulgação da música de Bach.
Bach teve numerosos alunos e estudantes ao longo de sua vida. Entre eles se conta Johann Friedrich Charrua.
Fez ainda:
Obras para orgão.
Durante a sua vida Bach tornou-se mais conhecido como organista consultor para a construção de órgãos e consultor de trabalhos para órgão todos em gêneros livres (tais como: Prelúdios, Fantasia e Cantatas) e formas proscritas como prelúdios-corais.
A Chaconne da Partita nº2 em Ré menor - para violino solo (BWV 1004):
Esta monumental Chaconne (Ciacona) é o 5º movimento da partita nº 2 para violino solo (e o seu movimento final) e é considerado um monumento da música europeia, tendo-se tornado num dos pilares da literatura para violino. A Chaconne é um dos poucos trabalhos de variações de Bach e é possivelmente o maior conjunto de variações alguma vez escrito para um só instrumento. As únicas outras variações que se aproximam da sua perfeição são as Variações Goldberg também compostas por ele. E muitos músicos são de opinião que, mesmo que Bach só tivesse composto estas duas peças, já mereceria ser considerado um dos maiores compositores de todos os tempos. De acordo com a musicologista alemã Helga Thoene, cada um dos movimentos da Partita nº2 é inspirado num coral religioso associado à meditação sobre a morte. Dentro da harmonia da Chaconne estão as notas do coral "Christ lag in Todesbanden" (Cristo jaz sujeito à morte) que representa a intensa tristeza da morte e a esperança de uma vida eterna. Segundo ela, Bach teria provavelmente composto a Partita nº2 como um memorial fúnebre à sua primeira mulher.
O sistema de numeração BWV:
O registro das obras de Bach foi elaborado por Wolfgang Schmieder e é conhecido pelas siglas "BWV", que significam Bach Werke Verzeichnis ('Catálogo de Obras de Bach'). O catálogo foi publicado em 1950 e os números BWV algumas vezes são chamados como números de Schmieder. Uma variante desse sistema usa S no lugar de BWV, significando Schmieder.
O catálogo é organizado mais tematicamente do que cronologicamente; BWV 1-222 são as cantatas, BWV 225-248 as obras corais feitas em larga-escala. BWV 250-524 corais e canções sacras, BWV 525-748 obras para orgão, BWV 772-994 outras obras para instrumentos de teclado, BWV 995-1000 música para alaúde, BWV 1001-1040 música de câmara, BWV 1041-1071 música orquestral e BWV 1072-1126 cânones e fugas. Para a compilação do catálogo, apesar de quase metade da obra de Bach ter sido perdida ao longo do tempo, Schmieder seguiu grande parte da "Bach Gesellschaft Ausgabe" (edição da sociedade Bach), uma ampla edição dos trabalhos do compositor produzida entre 1850 e 1905.


quarta-feira, 4 de março de 2009

Ludwig van Beethoven

Vamos conhecer um pouco deste outro grande gênio da música. Seu nome completo: Ludwig Van Beethoven, nasceu na cidade de Bonn no dia 16 de Dezembro de 1770. Foi batizado no dia 17 de Dezembro de 1770, tendo nascido presumivelmente no dia anterior, na Renânia do Norte (Alemanha). Foi o terceiro filho de sua mãe Maria Madalena Kewerich e o segundo de seu pai Johann Van Beethoven. E morreu em 26 de Março de 1827 na cidade de Viena aos 56 anos. Foi um compositor erudito alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX) e ainda pianista. Seu pai era tenor e lecionava, então foi com ele que ele teve suas primeiras lições de música. Por ter um pai como professor ele tinha que estudar muitas horas por dia, desde seus 5 anos de idade. No entanto, seu pai terminou consumido pelo álcool, por isso a sua infância se tornou infeliz. Aos 8 anos ele já tinha estudos muito aprofundados, mas sempre se revelou um talento excepcional para a música, foi confiado a Christian Gottlob Neefe (1748-1798), o melhor mestre de cravo da cidade, que lhe deu uma formação musical sistemática, e lhe deu a conhecer os grandes mestres alemães da música. Numa carta publicada em 1780, pela mão de seu mestre, afirmava que seu discípulo, de 10 anos, dominava todo o repertório de Johann Sebastian Bach, e que o apresentava como um segundo Mozart. Compôs as suas primeiras peças aos 11 anos de idade, iniciando a sua carreira de compositor, de onde se destacam alguns Lieds. Os seus progressos foram de tal forma notáveis que, em 1784, já era organista-assistente da Capela Eleitoral, e pouco tempo depois, foi violoncelista na orquestra da corte e professor, assumindo já a chefia da família, devido à doença do pai o alcoolismo. Foi neste ano que conheceu um jovem Conde de Waldstein, a quem mais tarde dedicou algumas das suas obras, pela sua amizade. Este, percebendo o seu grande talento, enviou-o, em 1787, para Viena, a fim de ir estudar com Joseph Haydn. O Arquiduque de Áustria, Maximiliano, subsidiou então os seus estudos. No entanto, teve que regressar pouco tempo depois, assistindo à morte de sua mãe. A partir daí, Ludwig, com apenas 17 anos de idade, teve que lutar contra dificuldades financeiras, já que seu pai tinha perdido o emprego, devido ao seu já elevado grau de alcoolismo. Com 21 anos mudou-se para Viena, e foi aceito como aluno por Joseph Haydn, o qual manteve o contacto à primeira estadia de Ludwig na cidade. Procura então complementar mais os seus estudos, o que o leva a ter aulas com Antonio Salieri, com Foerster e Albrechtsberger, que era maestro de capela na Catedral de Santo Estêvão. Tornou-se então um pianista virtuoso, cultivando admiradores, os quais muitos da aristocracia. Começou então a publicar as suas obras (1793-1795). O seu Opus 1 é uma colecção de 3 Trios para Piano, Violino e Violoncelo. Afirmando uma sólida reputação como pianista, compôs suas primeiras obras-primas: as Três Sonatas para Piano Op.2 (1794-1795). Estas mostravam já a sua forte personalidade. Fora em Viena que lhe surgiram os primeiros sintomas da sua grande tragédia. Foi-lhe diagnosticado, por volta de 1796, tinha Ludwig os seus 26 anos de idade, a congestão dos centros auditivos internos, o que lhe transtornou bastante o espírito, levando-o a isolar-se e a grandes depressões. Embora tenha feito muitas tentativas para se tratar, durante os anos seguintes, a doença continuou a progredir e, aos 46 anos de idade (1816), estava praticamente surdo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, Ludwig jamais perdeu a audição por completo, muito embora nos seus últimos anos de vida a tivesse perdido, condições que não o impediram de acompanhar uma apresentação musical ou de perceber nuances timbrísticas.Depois de 1812, a surdez progressiva aliada à perda das esperanças matrimoniais e problemas com a custódia do sobrinho levaram-o a uma crise criativa, que faria com que durante esses anos ele escrevesse poucas obras importantes. Neste espaço de tempo, escreve a Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op.92, entre 1811 e 1812, a Sinfonia nº 8 em Fá Maior, Op.93, em 1812, e o Quarteto em Fá Menor, Op.95, intitulado de Serioso, em 1810. A partir de 1818, Ludwig, aparentemente recuperado, passou a compor mais lentamente, mas com um vigor renovado. Surgem então algumas de suas maiores obras: a Sonata nº 29 em Si bemol Maior, Op.106, intitulada de Hammerklavier, entre 1817 e 1818; a Sonata nº 30 em Mi Maior, Op.109 (1820); a Sonata nº 31 em Lá bemol Maior, Op.110 (1820-1821); a Sonata nº 32 em Dó Menor, Op.111 (1820-1822); as Variações Diabelli, Op.120 (1819.1823), a Missa Solemnis, Op.123 (1818-1822). A culminância destes anos foi a Sinfonia nº 9 em Ré Menor, Op.125 (1822-1824), para muitos a sua maior obra-prima. Pela primeira vez é inserido um coral num movimento de uma sinfonia. O texto é uma adaptação do poema de Friedrich Schiller, "Ode à Alegria", feita pelo próprio Ludwig Van Beethoven.
Compôs ainda:
  • Nove sinfonias, dentre elas a Nona, sua última sinfonia, a que mais se consagrou no mundo inteiro
  • Cinco concertos para piano
  • Concerto para violino
  • "Concerto Tríplice" para piano, violino, violoncelo e orquestra
  • 32 sonatas para piano
  • 16 quartetos de cordas
  • Dez sonatas para violino e piano
  • Cinco sonatas para violoncelo e piano
  • Doze trios para piano, violino e violoncelo
  • "Bagatelas" (Klenigkeiten) para piano, entre as quais a famosíssima Bagatela para piano "Für Elise" ("Para Elisa")
  • Missa em Dó Maior
  • Missa em Ré Maior ("Missa Solene")
  • Oratório "Christus am Ölberge", op. 85 ("Cristo no Monte das Oliveiras")
  • "Fantasia Coral", op. 80 para coro, piano e orquestra
  • Aberturas
  • Danças
  • Ópera Fidelio
  • Canções
Curiosidade: Ludwig van Beethoven era canhoto como eu, que engraçado.


terça-feira, 3 de março de 2009

Wolfgang Amadeus Mozart

Vamos conhecer um pouco sobre este grande gênio da música. Seu nome completo: Johann Chrysostom Wolfgang Amadeus Mozart, nasceu na cidade de Salzburgo na Áustria pelas 20h00, no dia 27 de Janeiro de 1756. Foi batizado um dia depois de seu nascimento na Catedral de São Ruperto. Era o último dos 7 filhos de Leopold Mozart e Anna Maria Pertl Mozart. Ele foi um grande compositor influente da música clássica e foi autor de mais de 600 obras. Fez músicas para Orquestras, fez concertos, fez óperas, fez coral, música pianística e de câmara. Desde criança com apenas 5 anos de idade mostrou sua habilidade nos seguintes instrumentos o Teclado e o Violino e desde já começou a compor suas primeiras obras e a fazer suas apresentações para realeza da Europa. Aos 17 anos já havia sido contratado como músico da corte de Salzburgo. Ao visitar a cidade de Viena em 1781 foi afastado do cargo em Salzburgo, e optou por ficar na capital, onde, ao longo do resto de sua vida, conquistou fama, porém pouca estabilidade financeira. Seus últimos anos na cidade produziram algumas de suas sinfonias, concertos e óperas mais conhecidas. As circunstâncias de sua morte prematura foram assunto de diversas histórias e lendas. Deixou esposa e dois filhos. Ele aprendeu com outros compositores, tinha uma maturidade e brilho característicos em seu estilo, que variam do claro e gracioso ao obscuro e apaixonado. Teve quem aprendeu com Mozart também o Ludwig Van Beethoven fez suas primeiras obras seguindo seus passos. Em seus últimos dias de vida ele compôs suas duas últimas óperas, que se chamam a Flauta Mágica e a Clemência de Tito entre outros. Contudo isso, trabalhando em outros projetos e ainda com a saúde cada vez mais enfraquecida, ele morre a 1 da manhã da madrugada de 4 para 5 de Dezembro aos 35 anos, deixando a obra inacabada (há uma lenda que diz que o Requiem estaria sendo composto para tocar em sua própria missa de sétimo dia). No dia 6 de Dezembro, às 15 horas seu corpo é levado para a Igreja de Santo Estevão para uma cerimônia sem pompa nem música. Sussmayr, Salieri e mais 3 pessoas fizeram o cortejo até as portas de Viena, porém o mau tempo os fez retornar. A sua mulher Constanze Weber não quiz acompanhar o cortejo e não saiu de casa naquele dia. Mozart foi enterrado num lugar comum uma vala no cemitério de São Marx, em Viena. Até hoje não se sabe ao certo o local exato de seu túmulo.
Vou citar algumas sinfonias de Mozart:
a primeira foi a Sinfonia No. 31 em Ré Maior, K297. E era também chamada Sinfonia Paris. Composta em 1778 durante uma viagem de Mozart a Paris.
Outra grande obra marcante foi a Sinfonia No. 36 em Dó Maior, K425 ("Linz") que Mozart e sua mulher deixaram Salzburgo às 9:30 da manhã a 27 de Outubro de 1783 com destino a Linz, na Áustria.
Ainda compôs a seguinte obra Sinfonia No. 38 em Ré Maior, K504 ("Praga"). Foi composta em Viena em 1786. Em janeiro de 1787, Mozart fez uma viagem a Praga, onde ele estreou sua sinfonia no dia 19 daquele mês.
A Sinfonia No. 40 em Sol Menor, K550 é a única dessas dez em tonalidade menor. Dizem que, Na sinfonia em sol menor de Mozart, pode-se ouvir o canto dos anjos.
E a sua última sinfonia foi a Sinfonia No. 41 em Dó Maior, K551 ("Sinfonia Júpiter").

Concertos para Piano:
O primeiro concerto para piano de Mozart foi Concerto No. 9 em Mi Bemol Maior, K271, também chamado Concerto Jeunehomme devido à pessoa a quem ele foi dedicado, a pianista Madame Victoire Jeunehomme (1749-1812).
Outra peça interessante deste período inicial em Salzburgo é o Concerto No. 12 em Lá Maior, K414, uma peça leve, graciosa e despreocupada, capaz de dar grande prazer ao ouvinte.
O Concerto No. 21 em Dó Maior, K467 é outro favorito, tanto dos pianistas quanto do público. É muito Sinfônico na sua concepção, com uma introdução orquestral marcial e de ânimo eufórico.
O Concerto No. 22 em Mi Bemol Maior, K482, tem um primeiro movimento eufórico e festivo, cheio de fanfarras de tímpanos e trompetes.
O Concerto No. 23 em Lá Maior, K488 tem um caráter angélico e sobrenatural, elevando a mente do ouvinte acima das coisas deste mundo.
A Encyclopaedia Britannica chama o Concerto No. 26 em Ré Maior, K537 (chamado Concerto da Coroação) de "brilhante mas superficial".

Concertos para instrumentos de sopro:
Os 4 concertos para trompa de Mozart, K412, K417, K447 e K495, bem como o Rondò K371, foram todos escritos para a mesma pessoa, o trompista Ignaz Leutgeb, um dos amigos mais íntimos de Mozart. A primeira dessas peças é em ré maior, as outras todas em mi bemol maior.
O Concerto em Lá Maior para Clarineta, K622, é a última obra instrumental do mestre de Salzburgo, escrita em Outubro de 1791 - dois meses, portanto, antes da morte de Mozart - para seu amigo, o clarinetista Anton Stadler. Os obbligati para clarinete na ópera La Clemenza di Tito também foram escritos para ele.
Os dois concertos para flauta, em sol maior, K313, e em ré maior, K314 foram escritos por encomenda. No último movimento do K314 Mozart utiliza a mesma melodia da ária Welche Wonne, Welche Lust da ópera O Rapto do Serralho. Há também o Andante em Dó Maior para Flauta e Orquestra, K315, e o sublime Concerto para Harpa, Flauta e Orquestra, K299 (a única obra que Mozart escreveu para harpa).
O Concerto para fagote em mi bemol maior, K. 191, foi datado por Mozart a Salzburg, 4 de junho de 1774. Ignora-se se Mozart tinha algum solista em mente, ou se o compôs pelo simples prazer de compor.

Concertos para violino:
Mozart compôs 5 concertos para violino: K. 207, 211, 216, 218, 219 ("Turco")
Todos eles foram compostos em 1775, quando Mozart era spalla da orquestra da corte do arcebispo Colloredo, em Salzburgo, e foram tocados por ele em Viena, Munique e Augsburgo. Depois que Mozart se mudou para Viena, em 1781, parece que ele perdeu o interesse em ser virtuose do violino, e nunca mais apareceu em público tocando este instrumento.
Dos concertos para violino de Mozart, o que mais tem sido gravado e executado em público é o último, que é o mais virtuosístico dos cinco, com seu finale à moda turca.

Fez ainda:
Sonatas para Piano;
Músicas de Câmara: trios, quartetos e quintetos;
Danças;
Música Sacra: missas;
Motetos e outras peças;
Óperas;
Árias de Concerto: para tenor, para soprano e para baixo;
E também canções;