segunda-feira, 16 de março de 2009

Antonio Vivaldi

Gênios da música. Seu nome completo: Antonio Lucio Vivaldi, nasceu na cidade de Veneza no dia 4 de Março de 1678. Morreu no dia 28 de Julho de 1741 na cidade de Viena aos 63 anos de idade. Ele foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre vermelho") por ser um sacerdote de cabelos ruivos. Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido popularmente como autor da série de concertos para violino e orquestra Le quattro stagioni ("As Quatro Estações").
O seu pai, um barbeiro mas também um talentoso violinista (alguns chegam a considerá-lo como um virtuoso), ajudou-o a iniciar uma carreira no mundo da música e foi responsável pela sua admissão na orquestra da Basílica de São Marcos, onde se tornou o maior violinista do seu tempo. Em 1703, Vivaldi tornou-se padre. Em 1704, foi-lhe dada dispensa da celebração da Santa Eucaristia devido à sua saúde fragilizada (aparentemente sofreria de asma), tendo-se voltado para o ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietà em Veneza. Pouco tempo após a sua iniciação nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima; Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas. Em 1705, a primeira coleção (raccolta) dos seus trabalhos foi publicada. Muitos outros se lhe seguiram. No orfanato, desempenhou diversos cargos interrompidos apenas pelas suas muitas viagens, e, em 1713, tornou-se responsável pelas atividades musicais da instituição. Vivaldi foi realmente um compositor prolífico e a sua fama deve-se sobretudo à composição das seguintes obras:
  • mais de 500 concertos (210 dos quais para violino ou violoncelo solo), dos quais se destaca o seu mais conhecido e divulgado trabalho, Le quattro stagioni (As quatro estações),
  • 46 óperas,
  • sinfonias,
  • 73 sonatas,
  • música de câmara (mesmo se algumas sonatas para flauta como Il Pastor Fido, lhe tenham sido erradamente atribuídas, apesar de compostas por Cedeville),
  • música sacra (oratorio Juditha Triumphans, composta para a Pietá; dois Gloria; Stabat Mater; Nisi Dominus; Beatus Vir; Magnificat; Dixit Dominus e outros).
Menos conhecido é o fato de a maior parte do seu repertório ter sido descoberto apenas na primeira metade do Século XX em Turim e Génova, mas publicado na segunda metade. A música de Vivaldi é particularmente inovadora, quebrando com a tradição consolidade em esquemas; deu brilho à estrutura formal e rítmica do concerto, repetidamente procurando contrastes harmônicos, e inventou melodias e trechos originais.

Ademais, Vivaldi era francamente capaz de compor música não acadêmica, apreciada supostamente pelo público geral, e não só por uma minoria intelectual. A alegre aparência dos seus trabalhos revela uma alegria de compor. Estas estão entre as razões da vasta popularidade da sua música. Esta popularidade rapidamente o tornou famoso em países como a França, na altura muito fechada nos seu valores nacionais.

John Sebastian Bach foi deveras influenciado pelo concerto e Aria de Vivaldi (revivido nas sua Paixões e cantate). Bach transcreveu alguns dos concertos de Vivaldi para teclas solo, bem como alguns para orquestra, incluindo o famoso Concerto para Quatro Violinos e Violoncelo, Cordas e Continuo (RV580). Contudo, nem todos os músicos demonstraram o mesmo entusiasmo: Igor Stravinsky afirmou em tom provocativo que Vivaldi não teria escrito centenas de concertos mas um único, repetido centenas de vezes.

Apesar do seu estatuto de sacerdote, é suposto ter tido vários casos amorosos, um dos quais com a cantor Anna Giraud, com quem Vivaldi era suspeito de manter uma menos clara atividade comercial nas velhas óperas venezianas, adaptando-as apenas ligeiramente às capacidades vocais da sua amante. Este negócio causou-lhe alguns dissabores com outros músicos, como Benedetto Marcello que terá escrito um panfleto contra ele.

Vivaldi, tal como muitos outros compositores da época, terminou sua vida em pobreza. As suas composições já não suscitavam a alta estima que uma vez fizeram em Veneza; gostos musicais em mudança rapidamente o colocaram fora de moda, e Vivaldi terá decidido vender um avultado número dos seus manuscritos a preços irrisórios, por forma a financiar uma migração para Viena. As razões da partida de Vivaldi para essa cidade não são claras, mas parece provável que terá querido conhecer Carlos VI, que adorava as suas composições (Vivaldi dedicou La Cetra a Carlos em 1727), e assumiu a posição de compositor real na Corte Imperial.

Contudo, pouco depois da sua chegada a Viena, Carlos VI viria a morrer. Este trágico golpe de azar deixou o compositor desprovido da proteção real e de fonte de rendimentos. Vivaldi teve que vender mais manuscritos para sobreviver, e terá eventualmente falecido não muito tempo depois, em 1741. Foi-lhe dada sepultura anônima de pobre (a missa de Requiem na qual o jovem Joseph Haydn terá cantado, no coro). Igualmente desafortunada, sua música viria a cair na obscuridade até aos anos de 1900.

Apesar de todos os detratores e das críticas negativas que Vivaldi recebeu, seu talento é inegável. Foi o compositor que inventou ou, pelo menos, estabeleceu a estrutura definitiva do concerto e da sinfonia. Sua facilidade na escrita era impressionante, escrevia tão rápido quanto a pena o permitia. Consta que demorava a escrever um novo concerto em menos tempo que um copista a copiá-lo.

A ressurreição do trabalho de Vivaldi no século 20 deve-se sobretudo aos esforços de Alfredo Casella que em 1939 organizou a agora histórica Semana Vivaldi. Desde então, as composições de Vivaldi obtiveram sucesso universal, e o advento da "atuação historicamente informada" conseguiu catapultá-lo para o estrelato novamente. Em 1947 o empresário veneziano Antonio Fanna fundou o Istituto Italiano Antonio Vivaldi, cujo primeiro diretor artístico foi o compositor Gian Francesco Malipiero, com o propósito de promover a música de Vivaldi e publicar novas edições de seus trabalhos.

A música de Vivaldi, juntamente com a de Mozart, Tchaikovsky, Corelli e Bach foi incluída nas teorias de Alfred Tomatis sobre os efeitos da música no comportamento humano, e usada em terapia musical.

(fontes tiradas do wikipédia)

domingo, 15 de março de 2009

Alunos de Itaitinga

Hoje fui para o município de Itaitinga, dar aulas particulares para dois alunos que tenho lá. O Isidoro e a Elienai, eles estão com uns 3 meses de aula, e já estão tocando muito bem. O Isidoro está um pouco mais adiantado, por ele ter começado um pouquinhos antes que a irmã dele, e também por ele já tocar outro instrumento a guitarra. Ele quando me convidou a lhe dar aulas, disse que tentou sozinho estudar o violino, por ele já ter ouvido para música. Mas ele disse-me que não deu certo estudar sozinho não, e por isso me procurou. Hoje ele comentou comigo, que agora ele tem outra visão sobre a música, diz que quando ouve uma música, consegue pensar o arranjo que ela pode ter, e isso é verdade, pois eu antes de tocar violino escolhia muito o que ouvir, mas hoje vejo que toda música boa, se ouvirmos com atenção, podemos fazer o arranjo da mesma. Sentir o que cada instrumento está tocando é maravilhoso. Abaixo vou por um pouco de como foi a aula hoje.
Eu e a aluna Elienai



Eu e o aluno Isidoro






sábado, 14 de março de 2009

Casa Talento (recordaçôes)

Vou contar um pouco como cheguei a estudar violino. Tudo começou em Natal, quando um certo dia a mãe de uma amiga minha, me perguntou se eu queria assistir a um concerto da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, pelo qual ela tocava. Ela era violinista do naipe do 2º violino. E eu disse que queria sim. Até que lá fui, fiquei muito impressionada com o que vi. Uma Orquestra grande com todo tipo de instrumentos. Voltando para casa, no caminho a mãe de minha amiga que se chama Márcia Pires, me perguntou se eu havia gostado de assistir ao concerto, e se eu gostaria de aprender tocar violino. Eu fiquei assustada, mas disse que sim, mas que no momento não tinha como comprar o instrumento, pois era muito caro. Daí ela me disse assim: E se eu te emprestar um instrumento, e eu deixar ele com você até quando você puder comprar um, você quer?. Então eu não hesitei e disse que sim. Então no dia seguinte ganhei meu instrumento e fui para a casa de Márcia, ter minha primeira aula. Comecei com um aluno da Márcia que se chama Justo Neto, ele foi um grande professor para mim, pois minhas primeiras aulas eu tinha medo, achava que nunca ia aprender, até por várias vezes chorei na frente dele, dizendo que não conseguiria, mas ele com toda a paciência, dizia para eu não chorar, que eu ia conseguir e foi então que eu perdi o medo. Passei a estudar todos os dias, passaram-se 1 ano e meio de estudo na casa da profª Márcia Pires, daí mudamos para o Parque da criança, e depois finalmente Márcia conseguiu abrir a Casa Talento. Lá foi formada uma Orquestra jovem, chamava-se Orquestra Talento Petrobrás, que tocávamos um repertório que ia de Pink Floyd, Europe, Glória Gaynor entre outros. Com o passar dos anos, a Orquestra foi ficando reconhecida, viajamos para interiores do estado do RN, e cada vez mais ficando conhecidos. Nossa primeira viagem para fora do estado foi em 2003, quando fomos a Brasília tocar no Salão Negro do Congresso Nacional, lá ficam os políticos, tais como o nosso presidente Lula. Em 2005 foi nossa primeira viagem para fora do Brasil, fomos para o Uruguai, conhecemos várias cidades, e tivemos 10 dias para tocar e conhecer várias cidades, Canelones, Rivera, Montevideo, Colonia e Maldonado. Toda cidade em que tocamos, as pessoas choravam e se emocionavam com o que fazíamos. Ficamos muito conhecidos por lá, não podíamos sair na rua sem ser reconhecidos. Demos entrevistas para rádios e televisão. Eram muito bonitas as cidades, pelas quais fizemos muitos amigos por onde passamos. Ficamos na cidade de Montevideo hospedados em uma faculdade, conhecemos todos os alunos. Íamos até para salas de aulas deles. Todas as noites nos juntávamos, os alunos da faculdades e nós da Orquestra, íamos para uma sala e lá levávamos nossos instrumentos e tocávamos para nos divertir. Eles tentavam cantar no idioma deles, espanhol. Cantávamos samba que era o que eles mais queriam que dançassemos. À noite fomos a uma discoteca para dançar, e quando viram que erámos brasileiros colocaram samba e pediram que a gente dançasse, foi muito divertido. Tenho muitas saudades daquela cidade. Outra viagem foi para Rio de Janeiro, que devemos ter ido lá umas 3 vezes, também foram bons dias que passámos lá, tenho uma tia que mora no Rio, então toda vez que ia lá ter, era só pisar no aeroporto que eu já ligava para ela, e lhe dizia titia hoje não quero dormir não, rsrsrs, eu quero ir a uma festa, e ela sempre me levava. No ano de 2005 fomos para o Rio Grande do Sul,na cidade de Porto Alegre, para participar do Fórum Social Mundial, lá tocamos para todo o mundo, um dia foi no estádio o Gigantinho, e tinha gente de todos os países, com a presença do presidente Lula, o ministro da cultura o Gilberto Gil, a bateiria da escola de samba da Portela. Outro dia foi com um publico de milhares de pessoas muito bom. E finalmente, em 2006 fomos a outro país, dessa vez a Venezuela, participamos mais uma vez do Fórum Social Mundial em Caracas na Venezuela. Tivemos 10 dias também para tocar e passear. Chegamos no aeroporto de Caracas, quando olhamos para o nosso lado e vimos que estávamos a nível do mar, e Caracas a cidade fica a 900 metros de altitude, então imaginem como foi subir 900 metros sem ter que ficar tontos, era uma altura enorme, rodando, rodando e rodando. Finalmente chegamos ao topo rsrsrs, paramos de frente a um hotel muito bonito. Conhecemos muita coisa bonita, fizemos grandes amigos, aprontamos de tudo um pouco. Bom isso foi um pouco do que já fiz com a Orquestra, e tenho muitas saudades, pois foram os melhores momentos que tivemos. Momentos que não podem mais voltar, sei que ainda tenho muito o que viver e contar, mas esses foram os melhores que já tive e nunca esquecerei nenhum momentos que tive com meus colegas. Vou por umas fotos, a qualidade não tá muito boa, mas são as que tenho no momento. Um beijo a todos os meus colegas da Orquestra, vocês terão sempre um lugarzinho no meu coração.
Brasília (Distrito Federal)

Eu e a Orquestra Talento Petrobrás em Brasília

Eu no Salão Negro do Congresso Nacional em Brasília

Porto Alegre (Rio Grande do Sul)

Eu e a Orquestra Talento Petrobrás em Porto Alegre (Rio Grande do Sul)

Eu e a bateria da Portela em Porto Alegre

Rio de Janeiro (a cidade maravilhosa)

Eu, minha irmã e a Orquestra no aeroporto do Rio de Janeiro

Eu e o compositor Luís Melodia no aeroporto do Rio de Janeiro

Eu e a Orquestra tocando no Rio de Janeiro na sede da Petrobrás (comemoração dos 50 anos da Petrobrás)

Praia em Montevideo (Uruguai)

Eu e Orquestra no Uruguai (restaurante)

Caracas (Venezuela)

Orquestra tocando na Venezuela (foto tirada de revista)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Johann Sebastian Bach

Gênios da música. Seu nome completo: Johann Sebatian Bach, nasceu na cidade de Eisenach no dia 21 de Março de 1685. Era filho de Johann Ambrosius Bach. Morreu no dia 28 de Julho de 1750 na cidade de Leipzig aos 65 anos de idade, depois de uma intervenção cirúrgica fracassada nos olhos. Bach foi ficando cego até perder totalmente a visão. Atualmente crê-se que a sua cegueira foi originada por diabetes não tratado. Foi um organista e compositor alemão luterano do período barroco. Mestre na arte da fuga, do contraponto e da coral, ele é um dos mais prolíficos compositores da história da música ocidental. Devoto admirador de Dietrich Buxtehude. Bach é tido como o maior compositor do Barroco e, por muitos, o maior compositor da história da música, ainda que pouco reconhecido na altura em que viveu. Muitas de suas obras refletem uma grande profundidade intelectual, uma expressão emocional profunda e, sobretudo, um grande domínio técnico em grande parte responsável pelo fascínio que diversas gerações de músicos demonstraram pelo Pai Bach, especialmente depois de Felix Mendelssohn que foi um dos responsáveis pela divulgação da sua obra, até então bastante esquecida. Hans von Bullow referência de Bach como um dos "três bês da música", considerando o seu Cravo Bem Temperado como o Antigo Testamento da Música. Sua mãe faleceu quando ele tinha apenas 9 anos de idade. Um ano depois morreu o pai, que era músico da cidade e havia lhe ensinado os rudimentos da música. Foi viver e estudar com o irmão Johann Christoph Bach, que era 16 anos mais velho que ele, então organista Ohrdruff. Ao lado de seu irmão, Bach aprendeu a tocar piano e a compor. Christoph, no entanto, não era um grande entusiasta do talento do jovem Sebastian. O irmão mais novo certa vez pediu a Christoph que lhe deixasse estudar algumas partituras de Pachelbel que fora padrinho e professor de Christoph, mas este recusou. Sebastian então passou a copiar, todas as noites, as partituras do irmão, enquanto este dormia, para que pudesse estudá-las mais tarde. De nada valeu esse esforço, já que Christoph, ao descobrir as cópias, acabou destruindo-as. Especula-se também que o esforço realizado por Sebastian para copiar as partituras na escuridão tenha sido responsável pela cegueira que o atormentou no final da vida. Em 1703 aos 18 anos, Bach ascendeu ao posto de organista em Arnstadt, graças ao precoce domínio do instrumento. Em 1705, Bach percorreu a pé o caminho de Arnstadt até Lübeck, somente para ouvir Buxtehude, famoso organista a quem o jovem Bach muito admirava, apresentar-se. Essa viagem custou-lhe o emprego, motivando-o a procurar outro emprego, que veio a ser em Muhlhausen onde ele conheceu Maria Barbara, sua prima, com quem se casaria e teria 7 filhos. Bach introduziu a jovem no coral da igreja luterana local, o que causou transtornos burocráticos, e o fizeram abandonar o cargo. Maria Barbara adoeceu, vindo a falecer subitamente durante uma viagem do marido. Ali escreveu também as primeiras cantatas. Só um ano depois, em 1708, foi nomeado organista da Corte, e em 1714, diretor de orquestra na corte do duque Wilhelm Ernst, em Weimar De 1717 a 1723. Bach foi mestre-capela (Kapellmeister) na corte de príncipe Leopold de Anhalt-Köthen. Em 1720 morreu a primeira esposa, e um ano mais tarde voltou a casar-se, desta vez com a cantora Anna Magdalena Wulcken. A partir de 1723 e até à sua morte, foi Diretor de Música (Cantor) na igreja luterana de São Tomás em Leipzig. Chegou a ser convidado para a corte de Frederico II o Grande em Sans Souci. Bach teve uma família numerosa. Teve 7 filhos no seu primeiro casamento e 13 no segundo. Quatro dos seus filhos do segundo casamento transformaram-se em compositores respeitados. Entre eles se destacaram Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784), que segundo o patriarca era o mais talentoso de seus filhos, Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788), de quem Mozart tinha uma opinião excelente, e que viria ser o Bach mais famoso de sua época, e Johann Christian Bach (1735-1782) que ficou famoso na Inglaterra. Entretanto, a confiança que Bach pôs em Wilhelm Friedemann teve tristes consequências depois do seu falecimento. Friedemann possuía uma personalidade evasiva, nunca se fixando nos empregos, e muitas vezes em dificuldades financeiras. Essas dificuldades levaram-no, muitas vezes, a vender várias partituras que pertenciam ao pai. Nesse processo perderam-se para sempre várias paixões compostas por Johann Sebastian (quem sabe agora fossem elas tão apreciadas como a Paixão segundo São Mateus e a Paixão segundo São João). Se não fosse sido o cuidado que teve Carl Philipp Emanuel Bach em conservar os manuscritos do pai, o mundo poderia ter sido privado de uma boa parte das obras primas de Bach. Um aspecto impressionante da vida de Bach é que o compositor teve pouco reconhecimento em vida. Era tido por todos como um virtuoso do órgão, talvez o melhor de que se tinha notícia. Como compositor, porém, era considerado antiquado e sem criatividade. Outros compositores, como o Handel e Telemann tiveram as obras muito mais apreciadas no período. Na época que se seguiu à morte, Bach caiu no esquecimento. O filho Carl Phillip Emanuel teve então grande destaque como um dos fundadores do classicismo. Alguns compositores e músicos conheciam e apreciavam a obra de Johann Sebastian Bach. Haydn, Mozart e Beethoven encantaram-se com as obras a que tiveram acesso.
Vou citar algumas de sua obras:
Entre as características sobressalentes de J. S. Bach encontra-se o domínio de complexos e engenhosos contrapontos. Teve seu ápice no gênero da fuga com a obra O Cravo Bem Temperado, que consiste em 48 prelúdios e fugas, sendo um prelúdio e uma fuga para cada tonalidade maior e menor. Outro trabalho importante é A Arte da Fuga, que ficou incompleto com a sua morte. Composto com a intenção de que fosse um conjunto de exemplos das técnicas de contraponto, A Arte da Fuga consta de 14 fugas com diferentes formas, pois todas com o mesmo tema básico.
Também despertam bastante interesse os concertos que Bach compôs baseando-se na forma dos concertos de Antonio Vivaldi, compositor e violinista italiano contemporâneo de Bach (7 anos mais velho que ele). Assim por exemplo os concertos de Brandenburgo caracterizam-se por estarem dedicados cada um a um grupo diferente de instrumentos solistas. Bach escreveu muitas das suas músicas para a igreja luterana: em particular as suaa cantatas foram compostas para as missas dominicais, e as suas Paixão segundo São Mateus para as cerimônias de Sexta-feira Santa.
Além das citadas, outras obras célebres de Bach são as Variações Goldberg, as suites para orquestra, as suites para violoncelo, os concertos para violino e a Missa em Si menor.
A re-estréia da Paixão segundo São Mateus, por iniciativa de Mendelssohn em 11 de Março de 1829, deu um grande impulso na divulgação da música de Bach.
Bach teve numerosos alunos e estudantes ao longo de sua vida. Entre eles se conta Johann Friedrich Charrua.
Fez ainda:
Obras para orgão.
Durante a sua vida Bach tornou-se mais conhecido como organista consultor para a construção de órgãos e consultor de trabalhos para órgão todos em gêneros livres (tais como: Prelúdios, Fantasia e Cantatas) e formas proscritas como prelúdios-corais.
A Chaconne da Partita nº2 em Ré menor - para violino solo (BWV 1004):
Esta monumental Chaconne (Ciacona) é o 5º movimento da partita nº 2 para violino solo (e o seu movimento final) e é considerado um monumento da música europeia, tendo-se tornado num dos pilares da literatura para violino. A Chaconne é um dos poucos trabalhos de variações de Bach e é possivelmente o maior conjunto de variações alguma vez escrito para um só instrumento. As únicas outras variações que se aproximam da sua perfeição são as Variações Goldberg também compostas por ele. E muitos músicos são de opinião que, mesmo que Bach só tivesse composto estas duas peças, já mereceria ser considerado um dos maiores compositores de todos os tempos. De acordo com a musicologista alemã Helga Thoene, cada um dos movimentos da Partita nº2 é inspirado num coral religioso associado à meditação sobre a morte. Dentro da harmonia da Chaconne estão as notas do coral "Christ lag in Todesbanden" (Cristo jaz sujeito à morte) que representa a intensa tristeza da morte e a esperança de uma vida eterna. Segundo ela, Bach teria provavelmente composto a Partita nº2 como um memorial fúnebre à sua primeira mulher.
O sistema de numeração BWV:
O registro das obras de Bach foi elaborado por Wolfgang Schmieder e é conhecido pelas siglas "BWV", que significam Bach Werke Verzeichnis ('Catálogo de Obras de Bach'). O catálogo foi publicado em 1950 e os números BWV algumas vezes são chamados como números de Schmieder. Uma variante desse sistema usa S no lugar de BWV, significando Schmieder.
O catálogo é organizado mais tematicamente do que cronologicamente; BWV 1-222 são as cantatas, BWV 225-248 as obras corais feitas em larga-escala. BWV 250-524 corais e canções sacras, BWV 525-748 obras para orgão, BWV 772-994 outras obras para instrumentos de teclado, BWV 995-1000 música para alaúde, BWV 1001-1040 música de câmara, BWV 1041-1071 música orquestral e BWV 1072-1126 cânones e fugas. Para a compilação do catálogo, apesar de quase metade da obra de Bach ter sido perdida ao longo do tempo, Schmieder seguiu grande parte da "Bach Gesellschaft Ausgabe" (edição da sociedade Bach), uma ampla edição dos trabalhos do compositor produzida entre 1850 e 1905.


sexta-feira, 6 de março de 2009

Meu trabalho

Vou falar um pouco sobre mim. Sou professora de música, tenho experiência com crianças a partir dos 4 aninhos de idade. Em Natal trabalhei com uma Orquestra Infantil. A idade era variada, ia dos 4 aos 13 anos. Tocavam o método japonês que se chama Suzuki e músicas infantis. No ano de 2006 vim para Fortaleza trabalhar por um projeto da Petrobrás, eu dava aulas e também coordenava o projeto. Com o passar dos anos o projeto passou por alguns problemas que levou a acabar. Por isso no momento só trabalho particular. Também trabalho com um bom repertório para todo tipo de festa. Faço casamentos, recepções, reuniões e etc. Também tenho Quartetos de cordas, Banda e Grupos com instrumentos de sopro, pra todo tipo de ocasião. Querendo me contactar é só me mandar um e-mail que aí então passo meu contacto. Vou colocar um pouco das fotos.
meu e-mail: anapaulacaetano at hotmail.com (substituir o at por arroba)

Eu e meu violino acústico esperando para tocar em um casamento


Trio tocando num casamento Viola, Violino e Teclado


Emanuel, Eu e Samuel


Eu e Ângela (cantora)


Eu e meu violino elétrico


Eu e Jurandir, ele toca flauta transversal


Eu e Samuel (Violão)


Grupo maior com 2 Violinos, Teclado e alguns de sopro


Samuel (baixo), eu e Genilton (Violino)