quinta-feira, 26 de março de 2009

Aluno do Projeto

Hoje fui no Caça e Pesca, dar aula para um aluno que já havia sido meu aluno da Casa Talento Petrobrás. Ele para mim é muito especial pelo seu esforço, e vontade de continuar estudando violino. Lá no Projeto ele tinha suas aulas gratuita, porém agora estuda particular. Ele me diz ter muitas saudades do Projeto, e dos amigos que já tinha formado. Tenho visto o quanto ele tem se empenhado e espero um dia juntar ele aos outros alunos que tenho, e talvez montar um grupo com eles. Um beijo a todos os alunos do Projeto no Serviluz Fortaleza- Ceará, com muitas saudades.
Eu e o aluno Martín



Aluno Martín estudando

quarta-feira, 18 de março de 2009

Shiniki Suzuki

Falar do Shiniki Suzuki é falar de um homem sábio. Além de ter sido violinista, ele também foi o inventor de um método bastante conhecido em todo o mundo, o método Suzuki. Em seu método, ele fala que podemos tocar violino desde muito pequenos. Ele diz que, da mesma forma que o pai ou a mãe ensina seu filho a chamá-lo, o mesmo pode aprender a tocar. Fala ainda que a criança toca o que ouve, ditando assim o ritmo, e a criança absorve pela repetição das palavras. Os pais são naturalmente os professores ideais. Na verdade quando a criança se aproxima à música, devem encontrar no professor essa mesma paciência, e aquela mesma alegria que tinha encontrado nos pais quando aprendeu a falar. O professor tem que esperar até que a criança tenha aprendido bem, antes de passar para o próximo exercício, sem exigir a todo custo que ela seja particularmente dotada: isso também não lhe foi exigido quando aprendeu a falar.
Esse é o único método que conheço que na primeira aula o aluno já sai tocando. Eu em particular gosto muito desse método, e uso ele no dia a dia com meus alunos. Meus alunos têem todo o material do método Suzuki, tais como a partitura e o cd. Assim eles ouvem tudo o que lhes foi passado e ainda com o tempo lêem a partitura. Obrigado Shiniki Suzuki por nos dar uma oportunidade de tocar mais facilmente e ver que a música não é tão difícil como muitos pensam. Por isso aconselho esse método.

Curiosidade: O Shiniki Suzuki viveu 100 anos (1898 a 1998), então com certeza ele viu muita gente tocando o seu método.

Shiniki Suzuki tocando em seu violino


Meus alunos numa apresentação do Suzuki

segunda-feira, 16 de março de 2009

Antonio Vivaldi

Gênios da música. Seu nome completo: Antonio Lucio Vivaldi, nasceu na cidade de Veneza no dia 4 de Março de 1678. Morreu no dia 28 de Julho de 1741 na cidade de Viena aos 63 anos de idade. Ele foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre vermelho") por ser um sacerdote de cabelos ruivos. Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido popularmente como autor da série de concertos para violino e orquestra Le quattro stagioni ("As Quatro Estações").
O seu pai, um barbeiro mas também um talentoso violinista (alguns chegam a considerá-lo como um virtuoso), ajudou-o a iniciar uma carreira no mundo da música e foi responsável pela sua admissão na orquestra da Basílica de São Marcos, onde se tornou o maior violinista do seu tempo. Em 1703, Vivaldi tornou-se padre. Em 1704, foi-lhe dada dispensa da celebração da Santa Eucaristia devido à sua saúde fragilizada (aparentemente sofreria de asma), tendo-se voltado para o ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietà em Veneza. Pouco tempo após a sua iniciação nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima; Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas. Em 1705, a primeira coleção (raccolta) dos seus trabalhos foi publicada. Muitos outros se lhe seguiram. No orfanato, desempenhou diversos cargos interrompidos apenas pelas suas muitas viagens, e, em 1713, tornou-se responsável pelas atividades musicais da instituição. Vivaldi foi realmente um compositor prolífico e a sua fama deve-se sobretudo à composição das seguintes obras:
  • mais de 500 concertos (210 dos quais para violino ou violoncelo solo), dos quais se destaca o seu mais conhecido e divulgado trabalho, Le quattro stagioni (As quatro estações),
  • 46 óperas,
  • sinfonias,
  • 73 sonatas,
  • música de câmara (mesmo se algumas sonatas para flauta como Il Pastor Fido, lhe tenham sido erradamente atribuídas, apesar de compostas por Cedeville),
  • música sacra (oratorio Juditha Triumphans, composta para a Pietá; dois Gloria; Stabat Mater; Nisi Dominus; Beatus Vir; Magnificat; Dixit Dominus e outros).
Menos conhecido é o fato de a maior parte do seu repertório ter sido descoberto apenas na primeira metade do Século XX em Turim e Génova, mas publicado na segunda metade. A música de Vivaldi é particularmente inovadora, quebrando com a tradição consolidade em esquemas; deu brilho à estrutura formal e rítmica do concerto, repetidamente procurando contrastes harmônicos, e inventou melodias e trechos originais.

Ademais, Vivaldi era francamente capaz de compor música não acadêmica, apreciada supostamente pelo público geral, e não só por uma minoria intelectual. A alegre aparência dos seus trabalhos revela uma alegria de compor. Estas estão entre as razões da vasta popularidade da sua música. Esta popularidade rapidamente o tornou famoso em países como a França, na altura muito fechada nos seu valores nacionais.

John Sebastian Bach foi deveras influenciado pelo concerto e Aria de Vivaldi (revivido nas sua Paixões e cantate). Bach transcreveu alguns dos concertos de Vivaldi para teclas solo, bem como alguns para orquestra, incluindo o famoso Concerto para Quatro Violinos e Violoncelo, Cordas e Continuo (RV580). Contudo, nem todos os músicos demonstraram o mesmo entusiasmo: Igor Stravinsky afirmou em tom provocativo que Vivaldi não teria escrito centenas de concertos mas um único, repetido centenas de vezes.

Apesar do seu estatuto de sacerdote, é suposto ter tido vários casos amorosos, um dos quais com a cantor Anna Giraud, com quem Vivaldi era suspeito de manter uma menos clara atividade comercial nas velhas óperas venezianas, adaptando-as apenas ligeiramente às capacidades vocais da sua amante. Este negócio causou-lhe alguns dissabores com outros músicos, como Benedetto Marcello que terá escrito um panfleto contra ele.

Vivaldi, tal como muitos outros compositores da época, terminou sua vida em pobreza. As suas composições já não suscitavam a alta estima que uma vez fizeram em Veneza; gostos musicais em mudança rapidamente o colocaram fora de moda, e Vivaldi terá decidido vender um avultado número dos seus manuscritos a preços irrisórios, por forma a financiar uma migração para Viena. As razões da partida de Vivaldi para essa cidade não são claras, mas parece provável que terá querido conhecer Carlos VI, que adorava as suas composições (Vivaldi dedicou La Cetra a Carlos em 1727), e assumiu a posição de compositor real na Corte Imperial.

Contudo, pouco depois da sua chegada a Viena, Carlos VI viria a morrer. Este trágico golpe de azar deixou o compositor desprovido da proteção real e de fonte de rendimentos. Vivaldi teve que vender mais manuscritos para sobreviver, e terá eventualmente falecido não muito tempo depois, em 1741. Foi-lhe dada sepultura anônima de pobre (a missa de Requiem na qual o jovem Joseph Haydn terá cantado, no coro). Igualmente desafortunada, sua música viria a cair na obscuridade até aos anos de 1900.

Apesar de todos os detratores e das críticas negativas que Vivaldi recebeu, seu talento é inegável. Foi o compositor que inventou ou, pelo menos, estabeleceu a estrutura definitiva do concerto e da sinfonia. Sua facilidade na escrita era impressionante, escrevia tão rápido quanto a pena o permitia. Consta que demorava a escrever um novo concerto em menos tempo que um copista a copiá-lo.

A ressurreição do trabalho de Vivaldi no século 20 deve-se sobretudo aos esforços de Alfredo Casella que em 1939 organizou a agora histórica Semana Vivaldi. Desde então, as composições de Vivaldi obtiveram sucesso universal, e o advento da "atuação historicamente informada" conseguiu catapultá-lo para o estrelato novamente. Em 1947 o empresário veneziano Antonio Fanna fundou o Istituto Italiano Antonio Vivaldi, cujo primeiro diretor artístico foi o compositor Gian Francesco Malipiero, com o propósito de promover a música de Vivaldi e publicar novas edições de seus trabalhos.

A música de Vivaldi, juntamente com a de Mozart, Tchaikovsky, Corelli e Bach foi incluída nas teorias de Alfred Tomatis sobre os efeitos da música no comportamento humano, e usada em terapia musical.

(fontes tiradas do wikipédia)

domingo, 15 de março de 2009

Alunos de Itaitinga

Hoje fui para o município de Itaitinga, dar aulas particulares para dois alunos que tenho lá. O Isidoro e a Elienai, eles estão com uns 3 meses de aula, e já estão tocando muito bem. O Isidoro está um pouco mais adiantado, por ele ter começado um pouquinhos antes que a irmã dele, e também por ele já tocar outro instrumento a guitarra. Ele quando me convidou a lhe dar aulas, disse que tentou sozinho estudar o violino, por ele já ter ouvido para música. Mas ele disse-me que não deu certo estudar sozinho não, e por isso me procurou. Hoje ele comentou comigo, que agora ele tem outra visão sobre a música, diz que quando ouve uma música, consegue pensar o arranjo que ela pode ter, e isso é verdade, pois eu antes de tocar violino escolhia muito o que ouvir, mas hoje vejo que toda música boa, se ouvirmos com atenção, podemos fazer o arranjo da mesma. Sentir o que cada instrumento está tocando é maravilhoso. Abaixo vou por um pouco de como foi a aula hoje.
Eu e a aluna Elienai



Eu e o aluno Isidoro






sábado, 14 de março de 2009

Casa Talento (recordaçôes)

Vou contar um pouco como cheguei a estudar violino. Tudo começou em Natal, quando um certo dia a mãe de uma amiga minha, me perguntou se eu queria assistir a um concerto da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, pelo qual ela tocava. Ela era violinista do naipe do 2º violino. E eu disse que queria sim. Até que lá fui, fiquei muito impressionada com o que vi. Uma Orquestra grande com todo tipo de instrumentos. Voltando para casa, no caminho a mãe de minha amiga que se chama Márcia Pires, me perguntou se eu havia gostado de assistir ao concerto, e se eu gostaria de aprender tocar violino. Eu fiquei assustada, mas disse que sim, mas que no momento não tinha como comprar o instrumento, pois era muito caro. Daí ela me disse assim: E se eu te emprestar um instrumento, e eu deixar ele com você até quando você puder comprar um, você quer?. Então eu não hesitei e disse que sim. Então no dia seguinte ganhei meu instrumento e fui para a casa de Márcia, ter minha primeira aula. Comecei com um aluno da Márcia que se chama Justo Neto, ele foi um grande professor para mim, pois minhas primeiras aulas eu tinha medo, achava que nunca ia aprender, até por várias vezes chorei na frente dele, dizendo que não conseguiria, mas ele com toda a paciência, dizia para eu não chorar, que eu ia conseguir e foi então que eu perdi o medo. Passei a estudar todos os dias, passaram-se 1 ano e meio de estudo na casa da profª Márcia Pires, daí mudamos para o Parque da criança, e depois finalmente Márcia conseguiu abrir a Casa Talento. Lá foi formada uma Orquestra jovem, chamava-se Orquestra Talento Petrobrás, que tocávamos um repertório que ia de Pink Floyd, Europe, Glória Gaynor entre outros. Com o passar dos anos, a Orquestra foi ficando reconhecida, viajamos para interiores do estado do RN, e cada vez mais ficando conhecidos. Nossa primeira viagem para fora do estado foi em 2003, quando fomos a Brasília tocar no Salão Negro do Congresso Nacional, lá ficam os políticos, tais como o nosso presidente Lula. Em 2005 foi nossa primeira viagem para fora do Brasil, fomos para o Uruguai, conhecemos várias cidades, e tivemos 10 dias para tocar e conhecer várias cidades, Canelones, Rivera, Montevideo, Colonia e Maldonado. Toda cidade em que tocamos, as pessoas choravam e se emocionavam com o que fazíamos. Ficamos muito conhecidos por lá, não podíamos sair na rua sem ser reconhecidos. Demos entrevistas para rádios e televisão. Eram muito bonitas as cidades, pelas quais fizemos muitos amigos por onde passamos. Ficamos na cidade de Montevideo hospedados em uma faculdade, conhecemos todos os alunos. Íamos até para salas de aulas deles. Todas as noites nos juntávamos, os alunos da faculdades e nós da Orquestra, íamos para uma sala e lá levávamos nossos instrumentos e tocávamos para nos divertir. Eles tentavam cantar no idioma deles, espanhol. Cantávamos samba que era o que eles mais queriam que dançassemos. À noite fomos a uma discoteca para dançar, e quando viram que erámos brasileiros colocaram samba e pediram que a gente dançasse, foi muito divertido. Tenho muitas saudades daquela cidade. Outra viagem foi para Rio de Janeiro, que devemos ter ido lá umas 3 vezes, também foram bons dias que passámos lá, tenho uma tia que mora no Rio, então toda vez que ia lá ter, era só pisar no aeroporto que eu já ligava para ela, e lhe dizia titia hoje não quero dormir não, rsrsrs, eu quero ir a uma festa, e ela sempre me levava. No ano de 2005 fomos para o Rio Grande do Sul,na cidade de Porto Alegre, para participar do Fórum Social Mundial, lá tocamos para todo o mundo, um dia foi no estádio o Gigantinho, e tinha gente de todos os países, com a presença do presidente Lula, o ministro da cultura o Gilberto Gil, a bateiria da escola de samba da Portela. Outro dia foi com um publico de milhares de pessoas muito bom. E finalmente, em 2006 fomos a outro país, dessa vez a Venezuela, participamos mais uma vez do Fórum Social Mundial em Caracas na Venezuela. Tivemos 10 dias também para tocar e passear. Chegamos no aeroporto de Caracas, quando olhamos para o nosso lado e vimos que estávamos a nível do mar, e Caracas a cidade fica a 900 metros de altitude, então imaginem como foi subir 900 metros sem ter que ficar tontos, era uma altura enorme, rodando, rodando e rodando. Finalmente chegamos ao topo rsrsrs, paramos de frente a um hotel muito bonito. Conhecemos muita coisa bonita, fizemos grandes amigos, aprontamos de tudo um pouco. Bom isso foi um pouco do que já fiz com a Orquestra, e tenho muitas saudades, pois foram os melhores momentos que tivemos. Momentos que não podem mais voltar, sei que ainda tenho muito o que viver e contar, mas esses foram os melhores que já tive e nunca esquecerei nenhum momentos que tive com meus colegas. Vou por umas fotos, a qualidade não tá muito boa, mas são as que tenho no momento. Um beijo a todos os meus colegas da Orquestra, vocês terão sempre um lugarzinho no meu coração.
Brasília (Distrito Federal)

Eu e a Orquestra Talento Petrobrás em Brasília

Eu no Salão Negro do Congresso Nacional em Brasília

Porto Alegre (Rio Grande do Sul)

Eu e a Orquestra Talento Petrobrás em Porto Alegre (Rio Grande do Sul)

Eu e a bateria da Portela em Porto Alegre

Rio de Janeiro (a cidade maravilhosa)

Eu, minha irmã e a Orquestra no aeroporto do Rio de Janeiro

Eu e o compositor Luís Melodia no aeroporto do Rio de Janeiro

Eu e a Orquestra tocando no Rio de Janeiro na sede da Petrobrás (comemoração dos 50 anos da Petrobrás)

Praia em Montevideo (Uruguai)

Eu e Orquestra no Uruguai (restaurante)

Caracas (Venezuela)

Orquestra tocando na Venezuela (foto tirada de revista)